EU: What were you saying?
(O que você estava falando?)
ELE : Do you think they are listening to samba?
(Você acha que eles estão ouvindo Samba)
EU : …Or funk…
(…Ou funk…) – Brinquei.
Mas ele levou super a sério. Cheguei à conclusão que ele estava realmente em um momento profundo.
ELE : So funny… How people can live so close and be so different… We are here listening to blues and probably on the other side people are listening to samba… So different, huh?
(Impressionante… Como as pessoas podem viver tão perto e serem tão diferentes… Nós estamos aqui, ouvindo blues e, provavelmente, do outro podem estar ouvindo samba… Tão diferente, huh?)
Continuei sorrindo, mas aquela conversa aparentemente cotidiana ficou na minha cabeça por algum motivo. Por mais que, naquele momento, eu não estivesse muito pra papo. Não por um motivo especial, apenas uma certa preguiça mental. Resolvi aumentar o som e começamos a dançar na sala.
Alguns de vocês, ou simplesmente todos, devem estar lendo isso e se perguntando: mas que diabos essa menina está escrevendo??!! Bom, estou a minha maneira, apresentando a revista que criei para vocês. Não queria simplesmente escrever “The Mark é blah, blah, blah…”.
Então relatei uma pequena cena, das muitas, do meu cotidiano. Por que esta exatamente? Porque foram eventos como esse na minha vida que me fizeram ter a ideia para cria-lá.
The Mark é o encontro de samba com blues. Somos um grupo de várias pessoas curiosas e sedentas para saber o que acontece do outro lado da rua. Ou melhor, do mundo. Todos os tipos de vida e de personalidades nos interessam. Possuímos um certo espírito aventureiro. Testamos vidas e culturas diferentes.
The Mark é um ponto de encontro. Uma espécie de conselheiro para quem quer aprender e ensinar coisas novas.
Vivemos com blackberrys, iphones, ipads, computadores… Entramos em uma era na qual temos um absoluto acesso a tudo muito facilmente. Mas continuamos, de certa forma, estagnados. Temos tantas opções que não sabemos por onde começar ou o que fazer com elas. Então, continuamos falando dos mesmos assuntos, indo para os mesmos lugares, tendo como exemplo as mesmas pessoas… A maioria se acostuma e não se incomoda com essa maneira de levar a vida. Mas tem uma parte que não consegue se adaptar, que é inquieta, que busca algo mais.
Quem nunca comeu o misto quente da Rio Lisboa saindo da night as 6am? É o melhor do mundo! Quem nunca comeu, vá já! Agora, comer um croque monsieur sentada no jardim do Hôtel Plaza Athénée, em Paris, também pode ser a melhor coisa do mundo. Sem falar no grilled cheese com truffle oil do W hotel em Nova York. São versões diferentes do mesmo, mas todas elas incrivelmente magníficas. Cada uma a sua maneira.
Em duas páginas escrevi em inglês e português, falei de misto quente e croque monsieur, de samba e blues. Sinto que preciso acabar por aqui senão começo a encher linguiça. E não queremos isso não é? Nos importamos com conteúdo. Ah sim! É importante termos noção do que nos nutre. Do que colocamos para dentro. E isso vai de comida, a emoções, a informações. Nos somos responsáveis pelo o que oferecemos e levamos ao mundo e às pessoas. Não que isso seja parte de uma religião, mas apenas porque sou uma pessoa que teve a sorte de ter tido muitas experiências desde cedo e aprendi essa lição ainda jovem. Deu pra ter noção de como somos não é? Vamos explorar o mundo e o que há nele para mostrar o que há de melhor para vocês. Bem-vindos ao The Mark!











